Monkeypox

Monkeypox: sintomas, transmissão e tratamento

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto de monkeypox, doença causada por um vírus da mesma família da varíola, como uma emergência de saúde pública de importância internacional. 

Confira aqui as orientações para pacientes com suspeita de monkeypox.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o ambulatório de Infectologia do HSPE, de segunda a sexta, das 9h às 15h, no telefone (11) 4573-8033. 


Sintomas, transmissão e tratamento
Também conhecida como varíola dos macacos, denominação considerada hoje errônea, pois a doença afeta a maioria dos mamíferos, sendo que os animais considerados como reservatórios do vírus monkeypox são pequenos roedores silvestres (esquilos, camundongos, porco-espinho e outros). Desta forma, a monkeypox é uma doença que atinge os humanos a partir do contato com os pequenos roedores silvestres ou outros animais doentes (zoonose).  

A monkeypox é doença endêmica que ocorre na África Central e na região oriental do continente africano causada pelo vírus do mesmo nome. No decorrer de 2022, estão ocorrendo surtos desta doença em vários países e em todos os continentes.   

As lesões de pele que definem a doença lembram aquelas da varíola (vesículas ou bolhas) que surgem no rosto, mãos e pés, mas também podem aparecer na boca, genitálias e na região do ânus.   

A transmissão acontece, principalmente, por contato direto com as lesões na pele e com os objetos que a pessoa doente tocou. Em menor grau, ocorre a transmissão através das gotículas das vias respiratórias. Mais recentemente, foi documentado que a descamação da pele com lesões e mesmo da pele não lesionada, contém o vírus da monkeypox, que se deposita nas roupas (de vestir, banho, cama), e ao serem sacudidas, este material descamado depositado, entra em suspensão no ar gerando os aerossóis, que podem ser inalados pelas pessoas que manuseiam estes itens.  

A transmissão da doença cessa após todas as crostas caírem e uma nova camada de pele  se formar sobre as feridas.  

É indicado o uso de máscara para evitar a transmissão da monkeypox a gestantes, puérperas e lactantes.

Até o momento, não existe tratamento ou vacina contra a monkeypox disponíveis no Brasil.  

ATENÇÃO: Ao procurar o atendimento no HSPE ou outro serviço de saúde, por apresentar sintomas ou suspeita de monkeypox, solicite a um funcionário da área de enfermagem da unidade para ser orientado sobre as medidas de precauções e proteção para evitar a transmissão da doença.

Confira abaixo os principais sintomas, os modos de transmissão, o tratamento e os cuidados que os pacientes com o diagnóstico de monkeypox devem adotar.    

Principais sintomas:   
Após um período de incubação de 5 a 13 dias, em média (mas pode levar até 21 dias), surgem os sintomas: febre, dor de cabeça intensa, dor muscular e lombar, sensação de cansaço ou fraqueza intensa e o surgimento de lesões que apresentam sempre a mesma sequência evolutiva: máculas (manchas), pápulas, vesículas, crostas que podem ser dolorosas e geralmente aparecem primeiro no rosto. As lesões progridem para as extremidades do corpo (mãos e pés), mas também podem surgir na boca, garganta, genitálias e na região do ânus. Outra alteração observada é o surgimento de gânglios (ínguas) que aparecem de 1 a 3 dias antes das feridas na pele, próximo das áreas comprometidas. Na fase final, quando as lesões da pele chegam à fase de crostas é comum o surgimento de prurido (coceira).   

Transmissão:   
A transmissão do monkeypox ocorre, principalmente, pelo contato direto com as lesões típicas das pessoas doentes, objetos e superfícies contaminados. Ocorrem também pela relação sexual mesmo com o uso de preservativo. Isto acontece porque existe o contato com a pele que apresenta as erupções ou mesmo com a pele aparentemente saudável.  

As secreções das vias respiratórias na forma de gotículas também transmitem a doença.    

Lembre-se que a pele descama e nesse processo acontece a soltura das crostas contendo o vírus, os quais se depositam na roupa de vestir, banho e de cama (incluindo os cobertores), e  quando forem sacudidas vão formar aerossóis que serão inalados pelas pessoas que estão manuseando esses itens.  

Devem procurar atendimento médico:  
– As pessoas que apresentarem erupções na pele típicas da doença com ou sem febre;   
– Os indivíduos que tiveram contato com pessoas com monkeypox e apresentarem sintomas da doença até 21 dias após o contato;  
– Os que visitaram países onde a doença é endêmica ou estão ocorrendo surtos da monkeypox;  
– Fizeram sexo com parceiros diagnosticados com a doença, desconhecidos ou parceiros casuais.   

Tratamento:   
monkeypox é tratada com medicamentos para controle dos sintomas da doença. Os casos graves devem ser acompanhados pelas equipes médicas do HSPE para definição da conduta medicamentosa adequada ao quadro do paciente.    

Cuidados domiciliares:    
As pessoas diagnosticadas com monkeypox devem realizar isolamento domiciliar desde o início dos sintomas até TODAS as crostas caírem e uma nova camada de pele se formar sobre as feridas. Esse processo leva de 14 até 21 dias. Nesse período, o indivíduo deve usar máscara cirúrgica dentro de casa; desinfetar com álcool 70% todas as superfícies, objetos e móveis compartilhados pelo doente; as roupas de vestir, de banho e de cama (incluindo os cobertores) devem ser lavados (se possível com água morna) separados das vestimentas dos demais moradores do domicílio. Não há necessidade de utilizar desinfetantes, como por exemplo a água sanitária.   

Atenção: As roupas de vestir, de banho e de cama NUNCA devem ser sacudidas para evitar a disseminação de partículas contaminadas pelo vírus da monkeypox que permanecerão suspensas no ar.  

Os contactantes domiciliares (familiares ou não) devem observar o surgimento de sintomas da monkeypox durante o período de 21 dias a partir do diagnóstico do doente.   

Não é necessário realizar o isolamento dos contactantes.  

O texto foi baseado nas informações disponíveis nos sites:

Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo;

Wolrd Health Organization;

Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo – Alerta Epidemiológico – Número 6 / 2022 – 20/06/2022;

Centers for Disease Control and Prevention;

Medrxiv;

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