Pneumologia

Saúde em risco: o perigo dos cigarros eletrônicos

“Nos últimos dias a comunidade médica teve informação de uma grave e misteriosa doença pulmonar que vem acometendo principalmente jovens, com relato inclusive de óbitos, e que tem em comum o uso de cigarros eletrônicos nos últimos 90 dias”, alerta a diretora do Serviço de Pneumologia do Iamspe, dra. Maria Vera Cruz de Oliveira Castelano.

Assim os cigarros eletrônicos entram na mira dos hábitos de alto risco para a saúde. Muitas pessoas acreditam que esses cigarros produzem apenas vapor de água, mas ao contrário, os líquidos usados produzem aerossóis que contêm substâncias químicas nocivas e partículas ultrafinas que são inaladas para os pulmões.

Inexiste controle absoluto na quantidade de nicotina liberada pelas diferentes marcas de cigarros eletrônicos e nem controle de qualidade. Os testes mostram que alguns conseguem liberar o dobro ou o triplo de nicotina referida em cada tragada.

Os líquidos à venda são compostos por nicotina e uma grande variedade de outras substâncias, principalmente aromatizantes, que após o aquecimento faz surgir novas substâncias químicas, com várias consequências para a saúde humana. Diante disso já foram identificadas propilenoglicol, glicerina, estanho, chumbo, níquel, crômio, aldeídos, acroleína, nitrosaminas e compostos fenólicos, várias com potencial carcinogênico.

Segundo a especialista, os médicos são unânimes em afirmar que os cigarros eletrônicos não são indicados para tratamento quando se quer parar de fumar, pois além de não serem seguros, muitas vezes causam dependência. Há opções seguras e com comprovação científica para o tratamento do tabagismo, como fármacos e chicletes, pastilhas ou adesivos de nicotina.

Constatou-se em pesquisa que 77% dos usuários do cigarro eletrônico continuam a fumar cigarros comuns, e não se sabe ao certo o quanto eles são nocivos às pessoas em ambiente público.

A matéria da Dra. Maria Vera sobre o assunto pode ser vista no Facebook do Iamspe, basta acessar o link aqui.