Vacinas Covid X Gripe

Infectologista do HSPE reforça importância da vacinação
contra gripe e Covid   

O outono é a estação do ano em que se registra o maior número de casos de influenza, o que aumenta a importância de se tomar a vacina da gripe. Embora não proteja contra a Covid-19, esta imunização reduz as chances de coinfecção respiratória, ou seja, de uma pessoa ter as duas infecções ao mesmo tempo. “Já temos pacientes internados com os dois exames testados positivos”, diz a infectologista Andrea Almeida, do Hospital do Servidor Público Estadual.                                                                                                   

As eventuais reações às duas vacinas são semelhantes: dor local, febre e mal estar geral após algumas horas da aplicação, sintomas que podem durar de 24h a 48h. Considerando que atualmente existem duas campanhas de vacinação – gripe e Covid-19 -, a orientação é que seja observado um intervalo de, no mínimo, 15 dias entre uma vacina e outra.  

 “Se a pessoa tomou a primeira dose da vacina contra Covid-19 deve priorizar a aplicação da segunda dose no tempo determinado pelo fabricante. Sempre é preciso seguir o intervalo de 15 dias entre as duas doses”, reforça a médica.    

A vacinação contra a gripe ocorre tradicionalmente nos meses que antecedem o inverno por conta da sazonalidade do vírus influenza nas duas estações mais frias do ano. No caso da Covid 19, não é possível falar em sazonalidade. O número de casos não apresenta relação com a época do ano e sim com o comportamento da população e aparecimento de novas cepas com maior capacidade de transmissão.   

A médica infectologista também explicou que ainda não dá para fixar a duração da imunidade produzida pela vacina Covid-19. “Temos de aguardar o fechamento dos estudos clínicos e as avaliações da eficácia das atuais vacinas  diante de cada cepa. Provavelmente serão feitos ajustes nos  componentes vacinais, da mesma forma como se faz com a vacina da gripe.”    

“O importante nesse momento é a população receber as vacinas para evitar complicações das doenças – gripe e Covid-19 – evitando-se assim internações desnecessárias que sobrecarregam ainda mais o sistema de saúde e aumentam os riscos para os pacientes”, completa Andrea de Almeida.