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Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson (11/04): fisioterapeutas do Iamspe destacam a importância da fisioterapia para a qualidade de vida dos pacientes

Os exercícios de fisioterapia proporcionam melhora na qualidade de vida e autonomia do paciente

11/04/2026
Foto ilustrativa

Os fisioterapeutas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo destacam a importância da fisioterapia para a qualidade de vida dos pacientes com Parkinson. Os exercícios ajudam diminuir a progressão da doença e melhoram o controle motor, o equilíbrio e a flexibilidade muscular. E, para combater o estigma do diagnóstico do problema, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson neste sábado, 11 de abril.   

O Parkinson é um quadro neurológico degenerativo, crônico e progressivo que afeta o sistema nervoso central e causa tremores e perda de equilíbrio. A condição atinge cerca de 8,5 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O diagnóstico é feito exclusivamente a partir da avaliação médica. Os exames de imagem auxiliam na identificação da doença. 

A fisioterapeuta do Iamspe, Rivana Paula Dellanoce Dragone, explica que o tratamento é personalizado de acordo com o quadro clínico de cada paciente. “De modo geral, trabalhamos fortalecimento e flexibilidade muscular, além de treino de equilíbrio e marcha. São exercícios simples, que ajudam na realização de atividades do dia a dia, como segurar um copo pesado e caminhar em uma rua irregular”, afirma.   

O neurologista do Iamspe Dr. José Oswaldo de Oliveira Júnior sinaliza que o Parkinson não tem cura e o início do tratamento ajuda a retardar a diminuição da funcionalidade do paciente. “O principal critério para o diagnóstico da doença é a lentidão dos movimentos, conhecida como bradicinesia, associada a pelo menos um outro sintoma, como tremor em repouso ou rigidez física. A avaliação do neurologista é essencial para a identificação do quadro”, complementa o especialista.

O tratamento do Parkinson combina acompanhamento neurológico com reabilitação física e terapia medicamentosa. A doença é comumente associada ao envelhecimento, mas pode surgir em pacientes jovens. O médico reforça que é importante estar atento a alterações no olfato, distúrbios do sono, constipação intestinal e sintomas depressivos, porque podem ser sintomas do quadro.   

“O Parkinson pode dar sinais precoces, que passam desapercebidos, por isso, é importante estar atendo às alterações e procurar por avaliação médica”, finaliza.

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