O fim de ano, marcado por festas e férias escolares costuma trazer um desafio: manter a alimentação das crianças sob controle. A nutricionista Rose Pagliuso, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), dá dicas de como contornar o problema e oferecer uma alimentação apetitosa para o público infantil sem tirar o direito aos “salgadinhos e doces”.
Segundo a nutricionista, dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) revelam um cenário preocupante: mais de 24% da dieta de crianças entre 6 meses e 5 anos é composta por alimentos ultraprocessados, como biscoitos e salgadinhos. O principal motivo, explica ela, está no preço acessível e no sabor marcante desses produtos industrializados.
Por isso, Rose destaca a importância de a família manter hábitos alimentares saudáveis. “É muito mais difícil fazer uma criança que cresceu acostumada a produtos processados aceitar alimentos naturais”, afirma. Se a rotina em casa e na escola já inclui refeições equilibradas, é possível preservar esse padrão com receitas simples e saborosas.
Entre as alternativas, ela sugere chips de abobrinha, cenoura ou batata, cortados em lâminas finas, borrifados com azeite ou óleo de canola e temperados com alecrim. Depois, basta forrar a forma com papel manteiga, dispor as fatias lado a lado e levar ao forno preaquecido a 180°–200° por cerca de 20 minutos, até ficarem douradas e crocantes. Palitinhos de cenoura e pepino crus com um toque de sal e azeite também são boas opções.
Nos intervalos entre o almoço e o jantar, lanches naturais com queijo, alface, tomate ou carne podem substituir os salgadinhos industrializados. Já os doces podem dar lugar a saladas de frutas ou iogurtes com frutas naturais, como morango, uva ou mirtilo. Chips de maçã com canela são uma alternativa leve e saborosa, e em cookies ou bolos, a banana pode adoçar naturalmente a receita.
Os refrigerantes devem ser trocados por sucos naturais, como laranja ou melancia com morango, sempre servidos bem gelados. E, para as receitas com chocolate, a dica é usar cacau 50%, uma forma de acostumar o paladar infantil a sabores menos doces, sem perder o prazer à mesa.