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Autismo

08/04/2025
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Diagnóstico precoce facilita adaptação de portador


de Transtorno do Espectro Autista






Pelo menos uma a cada 46 crianças brasileiras são portadoras de algum tipo de autismo.  No mundo, a proporção é de uma a cada 160 crianças, segundo dados da Organização Mundial da Saúde de 2023. O levantamento é feito a cada dois anos, o que significa que os números podem ter crescido.



Cada vez mais atual, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi tema de várias entrevistas no último dia 02 de abril, quando foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.



Segundo a médica Antonia Tonus, diretora do Serviço de Psiquiatria do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), características do distúrbio podem ser notadas na primeira infância e incluem alterações no andar, na linguagem e na interação social com outras crianças.



“O diagnóstico precoce é essencial para estabelecer o plano terapêutico multidisciplinar específico para cada caso, que minimizará os efeitos do TEA na adolescência e fase adulta”, diz a médica explicando que o transtorno pode afetar a  interação social, a linguagem verbal ou não verbal e alterações comportamentais.



Não existe um padrão genético que identifique os portadores de autismo, tampouco padrão para avaliar a presença da doença. Segundo a especialista, porém, uma marca importante para a identificação são os padrões repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e sensibilidade  a estímulos sensoriais (barulho ou luzes).



O diagnóstico pode ser feito pelo pediatra, psiquiatra ou neurologista infantis e exige, além de uma avaliação clínica completa da criança a partir das informações passadas pelos pais, a aplicação de testes psicológicos e neurológicos específicos.



A médica destaca que o TEA possui vários graus de intensidade, o que exige tratamento adequado personalizado com estímulos amplamente exercitados em terapias com equipe multidisciplinar, tornando o indivíduo adulto mais adaptável. “O plano terapêutico deve abranger as necessidades da criança para estímulo motor, social, habilidades diárias e desenvolvimento escolar, a fim de ajudar o paciente a compensar o prejuízo que o distúrbio causa no seu cotidiano”, completa.



Método ABA



Considerado uma das intervenções mais eficazes para crianças, adolescentes e adultos com autismo, o método ABA é uma Terapia Comportamental Aplicada que se concentra em analisar e modificar comportamentos com princípios científicos, promovendo a aprendizagem e a autonomia da criança e faz parte de um projeto em desenvolvimento no Iamspe.



O método prevê terapia individualizada e baseada em evidências e prevê que cada sessão seja adaptada para o desenvolvimento de cada paciente, variando conforme as características do indivíduo.



A estrutura da equipe multidisciplinar inclui um coordenador que seja mestre e doutor em teoria comportamental infantil (ABA), e reunirá diferentes profissionais de saúde, como neuropediatra, psiquiatra infantil, psicólogo, psicopedagogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, educador físico, nutricionista, odontopediatra, fonoaudiólogo e assistente social.



“A equipe cuida mais do que somente a criança autista. Prepara os pais da criança com TEA para atuarem de forma que, no decorrer dos anos, o paciente esteja adaptado e dependa menos de terapias que passam a ser apenas a título de manter a qualidade de vida da pessoa já adulta”, conclui a diretora.

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