O câncer de próstata é um dos tumores mais comuns entre os homens, acometendo cerca de um a cada sete pessoas do sexo masculino, com maior incidência a partir dos 55 anos. Consultas periódicas com o urologista permitem identificar alterações precoces e definir condutas de forma individualizada.
A decisão sobre quando iniciar e com que frequência realizar os exames deve ser tomada em conjunto com o médico, considerando idade, histórico familiar e fatores de risco. O toque retal e a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) — proteína produzida pela próstata — são exames fundamentais na investigação da doença.
Segundo os médicos do Serviço de Urologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), o câncer de próstata costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais, o que reforça a importância do acompanhamento preventivo.
Em fases avançadas, pode causar dor óssea, dificuldade para urinar, presença de sangue na urina ou comprometimento da função renal. Embora não exista uma causa única, o risco aumenta com a idade, histórico familiar e hábitos de vida pouco saudáveis.
Alimentação equilibrada, atividade física e controle do peso ajudam a reduzir o risco e contribuem para a saúde geral. O tratamento varia conforme o estágio e o perfil do paciente, podendo incluir vigilância ativa (em casos de baixo risco), cirurgia, radioterapia ou terapias hormonais.
“É um mito que todo tratamento leve necessariamente à disfunção erétil. O impacto na sexualidade depende do tipo de abordagem, do estágio da doença e das características do paciente. É possível preservar ou recuperar a função sexual com suporte especializado em boa parte dos casos”, explicam os especialistas do Serviço de Urologia. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura. Por isso, é essencial manter acompanhamento médico regular e conversar com o urologista sobre os exames preventivos.