Infectologista do Iamspe explica sobre surto causado
pelo norovírus no litoral de SP
Notícias recentes sobre um surto que causou problemas gastrointestinais em turistas no litoral de São Paulo chamou a atenção de todos. Trata-se de um tipo de vírus com alta capacidade infecciosa e resistência que provoca diarreia aquosa, vômitos e dores abdominais. Às vezes pode haver febre e dores no corpo.
A infecção pelo norovirus é de alta transmissibilidade, sendo que a evolução do quadro é rápida. A diarreia e vômitos são muito importantes e geralmente levam à desidratação.
A infectologista do Iamspe Andrea de Almeida explica que os surtos ocorrem devido à alta contagiosidade. A transmissão ocorre por via oral ou fecal, isso é, ingestão de água e alimentos contaminados, contato direto com indivíduos e/ou objetos contaminados pelo vírus e até mesmo pelo ar.
Lavar muito bem as mãos após evacuar, evitar o contato com as fezes e não consumir alimentos malcozidos e água contaminada são formas de prevenir infecções.
A médica explica que a infecção pelo norovírus ocorre em todos os países, tem relação, entre outros, com turismo em navios, escolas e ingestão de frutos do mar. Locais de aglomeração de pessoas e quando as condições de higiene pessoal, saneamento são deficientes contribuem. Portanto, pode acontecer em qualquer época do ano e local.
Segundo ela, idosos e crianças podem apresentar quadros mais graves por serem mais susceptíveis à desidratação e perda de eletrólitos, além da possibilidade de descompensar o organismo pela existência de outras doenças de base e comorbidades.
A Dra. Andrea observa que indivíduos mais frágeis já citados, além de pessoas com condições de saúde debilitantes devem procurar o sistema de saúde para orientação.
“Nos demais casos, a pessoa sintomática pode fazer uso de medicamentos para náusea e analgésicos. Manter uma dieta que controle o intestino e, acima de tudo, adotar uma hidratação vigorosa com soro caseiro e/ou bebidas ricas em eletrólitos são suficientes para melhora dos sintomas”, explica.
Porém, a infectologista alerta que se o paciente não melhorar em 24/48 horas também deve procurar assistência médica.