Ambientes com grande circulação de pessoas, calor intenso, exposição ao sol e até chuvas de verão favorecem não apenas a diversão, mas também o surgimento de problemas de saúde. Um exemplo comum é a micose nos pés, infecção causada por fungos que encontram no calor e na umidade condições ideais para se proliferar.
Dentro dos calçados, especialmente os fechados e usados por muitas horas seguidas, o cenário pode se tornar propício para o desenvolvimento desses microrganismos: ambiente quente, úmido e com pouca ventilação.
A dermatologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) Maria Augusta Maciel explica que a incidência de micoses tende a aumentar em períodos de altas temperaturas e maior permanência com calçados fechados. “O uso prolongado de sapatos fechados, o suor excessivo e até o hábito de compartilhar chinelos ou andar descalço em banheiros públicos e vestiários facilitam a contaminação”, afirma. Segundo a médica, locais com calor, umidade e pouca ventilação favorecem a proliferação dos fungos, podendo causar ou agravar o quadro.
Para prevenir o problema, a recomendação é dar preferência a calçados mais ventilados, evitar permanecer por muitas horas com os pés molhados e manter uma rotina adequada de higiene. Ao chegar em casa, é fundamental lavar e secar bem os pés, especialmente entre os dedos e ao redor das unhas.
Em locais como praias, clubes, academias e áreas comuns com duchas e banheiros compartilhados, o cuidado deve ser redobrado. Evitar andar descalço em superfícies úmidas, usar chinelo próprio e secar bem os pés após o banho são medidas simples que ajudam a reduzir o risco de infecção, segundo a dermatologista.
Sintomas
Maria Augusta explica que os sintomas da micose surgem em um a três semanas. Os incômodos mais comuns são coceira e descamação entre os dedos do pé. Em alguns casos, observa-se também rachaduras, vermelhidão e até mau odor. Segundo ela, se os sintomas não melhorarem em poucos dias, piorarem ou voltarem com frequência, é necessário procurar um dermatologista.
“É o dermatologista que consegue identificar o tipo correto de micose e indicar o tratamento adequado, evitando então o uso errado de pomadas, a automedicação e até mesmo possíveis complicações”, explica.
A dermatologista do HSPE alerta para os riscos de não realizar o tratamento contra micose adequado. “Sem tratamento, a micose pode se espalhar, atingir unhas ou até outros lugares do corpo, tornando-se mais difícil de superar o problema. Além disso, as fissuras na pele podem funcionar como uma porta de entrada para bactérias, aumentando o risco de infecções secundárias, como erisipela”, finaliza.