Em períodos de maior oferta de chocolates e doces, como a Páscoa, o consumo entre as crianças tende a crescer, por isso, é importante manter o equilíbrio. Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo alertam que o excesso pode trazer impactos à saúde e reforçam a necessidade de moderação.
De acordo com o pediatra do Iamspe, Dr. Nicholas Meira, o problema não está no chocolate em si, mas em seu consumo excessivo. “Cada vez mais se conhecem os malefícios dos alimentos ultraprocessados e hipercalóricos, ricos em açúcares e gorduras saturadas. Quando ingeridos de forma frequente e em quantidades excessivas, predispõem as crianças a doenças metabólicas, como níveis altos de gordura no sangue, a dislipidemia, resistência à insulina e obesidade”, explica.
Para ajudar no controle, o pediatra orienta que os responsáveis tenham um papel ativo na oferta dos alimentos. As crianças não têm plena consciência das características nutritivas de sua alimentação e tendem a preferir o que dá prazer, portanto, os responsáveis devem ser os reguladores dessa apresentação alimentar.
Outro ponto importante é a faixa etária. Segundo o pediatra do Iamspe, crianças menores de dois anos não devem consumir açúcares adicionados, sendo recomendados apenas os açúcares naturais presentes em frutas e em carboidratos de boa qualidade. Após essa idade, a introdução de doces pode acontecer de forma gradual e sempre controlada.
Confira as principais dicas para uma rotina mais saudável:
-Evitar grandes quantidades de chocolate de uma só vez;
-Estabelecer limites claros para o consumo ao longo dos dias;
-Incentivar a alimentação equilibrada com frutas e refeições nutritivas;
-Valorizar a experiência da data para além do doce, com atividades e momentos em família.