Neonatologia

Espaço do Serviço de Neonatologia é reformulado para melhorar acolhimento

O Serviço de Neonatologia ganhou um novo espaço para acolher os bebês prematuros que nascem no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) e passou a ocupar uma nova área no 4º andar.

Segundo a diretora Helenilce de Paula Fiod Costa, do Serviço de Neonatologia, são nove salas com 32 leitos – sendo oito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – onde profissionais como médicos intensivistas neonatais, enfermeiras, fonoaudiólogos, nutricionistas e fisioterapeutas se revezam nos cuidados diferenciados aos pequeninos que têm de atingir pelo menos dois quilos para ter alta.

Na alta, estes recém-nascidos são encaminhados para o ambulatório de prematuros, onde são acompanhados até completar dois anos de idade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), bebê prematuro é aquele que nasce antes de 37 semanas de gestação completas. Quanto mais prematuro o bebê, mais cuidados exigem porque seus órgãos e sistemas ainda não estão completamente desenvolvidos.

Os bebês também não conseguem, por exemplo, manter a temperatura do corpo estável porque ainda têm pouca gordura corporal. Os músculos ainda são fracos, o que diminui a quantidade de movimentos físicos. Por isso precisam ficar em incubadoras, pois necessitam da ajuda de respiradores neonatais e fisioterapeutas respiratórias.

Os bebês prematuros também costumam apresentar complicações respiratórias e têm dificuldade para se alimentar considerando que os reflexos de sucção e deglutição não são ou estão pouco desenvolvidos precisando do auxílio de fonoaudiólogas.

O pequenino Heitor, que nasceu de seis meses com 730 gramas, é um dos bebês prematuros que recebeu os cuidados diferenciados da neonatologia. Maria José de Freitas Souza, mãe de Heitor, só tem elogios para a equipe. “Todos são muito bons. A gente percebe o cuidado que eles têm com os bebês. ’’

Durante quase 100 dias, Maria José acompanhou o trabalho dos profissionais da neonatologia e os progressos do filho que nasceu no dia 1º de fevereiro. “Eu chegava sempre por volta das 9h30 e ficava até as 16h. Dava para perceber o empenho da equipe’, conta.

No dia 10 de maio, com 2,02 Kg, respirando sem ajuda de aparelhos e mamando, o pequeno Heitor teve alta e passou a ser acompanhando pelo ambulatório de prematuros, cujos neonatologistas controlarão seu crescimento e desenvolvimento nos primeiros dois anos de vida. Para a mãe, a felicidade de sair do hospital teve um adicional. “Pude comemorar meu primeiro Dia das Mães com ele em casa.”